quinta-feira, 2 de maio de 2013

Anvisa promove capacitação sobre Talidomida no Rio De Janeiro


A Anvisa reiniciou a realização de cursos de capacitação sobre a RDC 11/2011, resolução da Agência que aumenta o controle sobre a prescrição e o uso da Talidomida no país. O objetivo da Agência é concluir a realização de treinamentos em todos os estados, até o final do ano de 2013.

A Talidomida faz parte da Relação de Medicamentos Essenciais do Ministério da Saúde (RENAME) e é uma substância que, apesar de ser bastante eficaz no tratamento de algumas doenças, como a hanseníase, foi a responsável pelo nascimento de mais de 10 mil crianças com má-formações em todo mundo entre as décadas de 50 e 60.

O primeiro treinamento de 2013 foi realizado na cidade do Rio de Janeiro, nos dias 24 e 25 de abril, e contou com a participação aproximadamente 75 profissionais que atuam nas áreas de vigilância sanitária de estados e municípios, assistência farmacêutica, programa de hanseníase e dispensação da Talidomida em hospitais públicos e postos de saúde.

“O objetivo dos treinamentos, iniciados logo após a publicação da RDC 11/2011, é capacitar os profissionais envolvidos em relação ao controle do medicamento Talidomida, reforçar o risco inerente a esta substância, bem como discutir e esclarecer as dúvidas sobre o tema, visando a prevenção do desvio de tal produto e as graves consequências que ele pode causar. A Anvisa pretende concluir o treinamento de profissionais de todo o país até o final deste ano”, afirmou Renata Morais, coordenadora da área de produtos controlados da Anvisa (CPCON).

O próximo treinamento confirmado acontecerá em Belo Horizonte, nos dias 22 e 23 de julho. Informações sobre vagas e inscrições poderão ser obtidas junto à Vigilância Sanitária Estadual de Minas Gerais.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Anvisa capacita profissionais de saúde no Mato Grosso


Em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e com o Conselho Regional de Farmácia (CRF) do Mato Grosso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou, nas últimas quinta e sexta-feiras (19 e 20/4), em Cuiabá, um treinamento sobre prescrição, dispensação e orientação da Talidomida. A capacitação seguiu as diretrizes da Resolução da Diretoria Colegiada – RDC/Anvisa nº 11,
de 22 de março de 2011, que dispõe sobre o controle da substância e do medicamento Talidomida.

Participaram do treinamento médicos prescritores, farmacêuticos da Assistência Farmacêutica responsáveis pelo armazenamento, transporte, distribuição e dispensação do medicamento à base de Talidomida, enfermeiros e profissionais da Coordenação Estadual de Hanseníase, além de profissionais do SUS.

Segundo o Superintendente de Vigilância em Saúde do Mato Grosso, Oberdan Coutinho Lira, o evento teve como objetivo esclarecer alguns pontos da RDC nº 11, uma vez que houve alterações significativas no fluxo da talidomida. Entre elas, destaca-se a retirada, pelo médico prescritor, do talonário da Notificação de Receita de Talidomida, que deve ser feita pessoalmente junto à autoridade sanitária competente, mediante preenchimento de ficha cadastral. As Unidades Públicas Dispensadoras também deverão ser credenciadas mediante o cumprimento de alguns requisitos, discriminados no Anexo I da RDC.

A Talidomida é usada no tratamento de algumas doenças e causa efeitos teratógenos, ou seja, formação e desenvolvimento de deformidades físicas ou deficiências funcionais nos fetos em desenvolvimento. Assim, é imprescindível realizar o controle sanitário da substância e do medicamento por meio da publicação de normas, notas técnicas e inspeções sanitárias para verificar o cumprimento das mesmas, bem como promover ações de educação sanitária junto a todos os profissionais envolvidos e aos usuários.

É proibido o uso da Talidomida por mulheres grávidas ou que não estejam utilizando dois métodos contraceptivos, sob um rigoroso acompanhamento médico, pois este medicamento causa os seguintes efeitos colaterais nos fetos: ausência ou hipoplasia (desenvolvimento incompleto ou defeituoso) de membros; defeitos no fêmur e na tíbia; malformações no coração, intestinos, útero e vesícula biliar; polegar com três juntas; efeitos nos músculos dos olhos e da face; ausência de aurículas e surdez.